Chega em mim sem medo, toca no meu ombro, olha nos meus olhos, como nas canções de rádio.
Depois me diz –: Vamos embora para um lugar limpo.
Deixe tudo como está. Feche as portas, não pague as contas nem conte a ninguém. Nada mais importa.
Agora você me tem, agora eu tenho você. Nada mais importa.
O resto? Ah, o resto são os restos. E não importam.
Caio Fernando Abreu

Nenhum comentário:
Postar um comentário